Às vezes eu me sinto como se estivesse viva mesmo somente quando viajo. Parece que nesses momentos eu EXISTO e não apenas vivo. Nessas horas encontro a minha essência. Quando estou fora do meu mundo, da minha cidade, da minha realidade, em outra cultura, conhecendo outras pessoas, é que me sinto mais plenamente viva e feliz.
Viajar para mim é me reciclar, me renovar, me abastecer de energia até que a próxima viagem venha. Não estou reclamando da minha vida, mas às vezes o dia a dia numa cidade como a nossa, as mil responsabilidades, os compromissos, parecem que me tornam mais robô e menos humana.
Ontem à noite estava triste ouvindo um CD do Amir Diab, cantor árabe e me transportei para o Egito, me lembrando de como me sentia quando estava lá, ou no México, ou em Maceió, ou em Paris, ou em Mikonos, enfim, em qualquer lugar distante. Eu sempre me senti em casa. A minha casa é um lugar onde eu me sinta livre, um lugar onde eu possa ver as estrelas, ouvir o som da noite, andar sem medo de ser assaltada, ou simplesmente possa admirar a maravilhosa lua sem pensar em mais nada.
Sabe gente, eu não quero que os anos passem sem que eu me sinta viva. Eu quero viver plenamente, amar plenamente, aproveitar plenamente, mas parece que o que eu mais faço é trabalhar e estudar plenamente! A partir de hoje, vou buscar viver mais e não apenas existir. Isso significa que eu vou me preocupar menos com tudo aquilo que me chateia, não vou deixar as pequenas coisas me angustiarem, vou cortar a ansiedade e os pensamentos negativos pela raiz e, por mais difícil que seja, vou mastigar melhor os alimentos, fazer as refeições com mais tranquilidade e respirar mais devagar e profundamente. Ah, e vou ler um pouquinho da Bíblia toda noite antes de dormir.












